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Domingo, Julho 20, 2008 É impressão minha...... ou alguém resolveu reescrever a quarta edição??? Se eu estivesse jogando, ao invés de ter vendido meus livros pra falar mal, estaria bem chateado... posted by Chuck | 1:56 AM Comments: Terça-feira, Julho 08, 2008 Pequena Resenha de um EIRPGGostei bastante. Não acho que foi tão legal quanto no ano passado; se teve campeonato brasileiro de Munchkin eu não vi, e sei que não ocorreu novamente o Torneio Tentacular, que achei uma das coisas mais legais de 2007 (mesmo não tendo participado). Também achei que a Fantasticon fez menos barulho nesse ano, embora isso possa se dever à minha própria impressão torta. O leilão estava péssimo, nunca vi tanto Livro do Mestre de AD&D em português junto, e ninguém interessado em comprar. Nada de Dark Sun, infelizmente. Também achei que ano passado estávamos melhores em termos de convidado internacional. Não sei se a Devir se mobilizou pra trazer alguém do D&D de novo e não conseguiu, mas ficou claro e cristalino, quando comparado ao movimento do ano passado, que esses atraem muito mais público. Não acho que tem que deixar de lado as celebridades dos outros sistemas, mas eu gostaria de ver mais filas quilométricas como a que se formou do lado de fora do auditório onde o Monte ia falar no ano passado. Achei divertido participar pela primeira vez da mesa redonda das editoras, e aproveito a oportunidade para agradecer em público ao D3 pelo convite. Representei a Secular e falei um pouco sobre a nossa experiência fazendo livros em pdf no mercado gringo. Infelizmente, isso me impossibilitou de estar presente ao encontro de blogs, e acabei não encontrando algumas pessoas que gostaria de ter conhecido pessoalmente. A reunião da Área RPG no O'malleys foi bem legal! O EIRPG é uma oportunidade para rever velhos conhecidos, como Trevisan, Tek, CF e outros, e também uma oportunidade para conhecer pessoas que recentemente tive contato atráves da área rpg, tipo o pessoal da matilha e do blog ambrosia (não vou citar o nome de um por um, vocês sabem quem são! =D). Algumas pessoas eu já conhecia como velhos de guerra da internet, tipo o Wallace e o Cobbi, e foi muito legal papear ao vivo com as figuras (o que é, o que é: começa com Fla e termina com Flu?). Na sexta-feira, colei com o pessoal do D&D miniatures, e também foi bastante divertido. Já tô até me considerando um Silver Lord honorário (junto com o Esparta, é claro), já que mesmo não jogando miniaturas a gente tá sempre com essa galera. O Shivan é o guia oficial em São Paulo, e me indicou inclusive um passeio à Livraria Cultura, de onde saí chorando a minha falta de grana pra torrar em livros e mais livros! Pena que não encontrei algumas pessoas, como o Sooner; outras, como Anand, GM Gunaer e Maira, passaram bem depressa; e outras tantas por lá não apareceram. Tenho certeza de que haverão outras oportunidades para conhecer o Júlio, os lendários Rômulo e Remo (hehehe), Daniel R e Elisa, Max (e o seu blackberry da Claro), e tantos outros que tornam a Área RPG a lista de discussão sobre RPG mais animada da internet. Pra quem não foi, recomendo marcar presença nos próximos anos, e vamos fazer da cervejada no O'Malleys (com direito a costela de porco) uma tradição do EI!!! Uma nova para o próximo ano: porque não organizar uma festa oficial do EIRPG no sábado? A Devir podia se juntar aos baladeiros aí de Sampa pra fazer acontecer, e o O'Malleys mesmo, com o seu clima de taverna, seria ótimo (colocava a festa no panfleto do EIRPG e quem apresentasse pagava meia entrada). Até eu, que costumo ficar no hotel sábado de noite ia querer participar de uma dessas. Anota aí a sugestão, Cobbi! Sem mais por hoje! posted by Chuck | 5:31 PM Comments: Sexta-feira, Julho 04, 2008 Sampa!Os guerreiros de BH chegaram agora de manhã para o fim de semana mais nerd do ano! Semana que vem eu posto os detalhes... posted by Chuck | 10:35 AM Comments: Segunda-feira, Junho 09, 2008 O Game Day em BH...Não foi tão bacana quanto o Dia D. Nem consigo fazer um short review do evento; acho que no fim das contas o pessoal fantasiado tem lá o seu charme. Sem lutas com espada de isopor a coisa ficou menos animada. Sex and the City...É um filme pra se assistir com a namorada do lado. O filme se esforça (e muito!) pra te levar para o lado rosa da força. O Jogo do Cruzeiro...Foi bacana. O Tiago podia ter defendido no primeiro lance, não precisava fazer aquela defesa em dois tempos (por isso os goleiros costumam matar a bola no peito em situações como aquela), e foi por isso que o juiz marcou dois toques e deu o tiro indireto. Se você é torcedor do Vasco, para de chorar e lembra de 1974. Sem mais por hoje! posted by Chuck | 2:51 PM Comments: Quarta-feira, Maio 28, 2008 Sobre a 4ª EdiçãoNão resisti e fui 'dar uma espiadinha' nos pdfs vazados na 4E. Peguei os três livros nos links passados pela galera e fui ver o que me espera. Na verdade, fomos tomar uma cerva ontem dando uma olhada no Player's, graças ao pen drive do Rocha e ao notebook do Tiago. Os outros dois eu folheei com mais cuidado em casa. Sem mais delongas, a 4E até agora: Brochante. Os livros são secos e sem sal. Não são nada evocativos, não empolgam e não fazem ter vontade de jogar o jogo. Aliás, se o sistema tivesse saído do jeitinho que eu queria ainda sim não sei se teria saco pra mestrar a 4E, simplesmente porque não me imagino tendo saco pra ler os livros. Elaboro um pouco mais em cada um: O Player's: um gringo disse que parece o manual de Baldur's Gate (uma versão deveras turbinada, de fato). Eu discordo. Pra mim tá com muito mais cara de spoiler da mais recente expansão de Magic. Quando sai uma expansão nova de Magic, eu pego o spoiler e leio carta por carta o que elas fazem. Não faço porque seja uma leitura agradável, mas porque é necessário conhecer as cartas pra jogar o jogo. Livros de RPG eu prefiro que sejam leituras agradáveis. O Player's parece um módulo básico de GURPS que não é nem genérico nem universal, ou talvez um código civil ou penal. Os poderes são muito pouco inspirados. A uma certa altura da leitura alguém comentou 'toda classe tem um poder 7[W] no nível 29'. Enquanto olhávamos o warlock o Tiago falou 'ele não tem, o poder dele é 5d10' ao que eu respondi 'aposto que tem sim, um poder 7d10'. Abaixamos a página mais um pouco e lá estava o poder 7d10. Tudo extremamente genérico e pasteurizado. Os poderes são todos bastante iguais, todo mundo ganha X[W] no nível Y, e cada classe adiciona um outro efeito interessante para o seu 'role'. A introdução do livro ainda tem as supostas 'informações de roleplay', mas todos nós sabemos que colocar esse tipo de informação quando o sistema inteiro dá suporte para que o jogo seja jogado de outra forma é mera demagogia. Os caras perdem três parágrafos mandando o player pensar maneirismos e características de personalidade para o personagem só pra dizer em seguida "Play a dragonborn if you want... to breathe acid, cold, fire, lightning, or poison." Detalhe: continuo procurando regras para o meu personagem saber construir armas e armaduras, por exemplo. Se alguém achar, me avise. O DM's Guide: é um grande manual sobre como construir encontros/aventuras. Até agora, me parece o melhor dos três, embora sofra de males semelhantes no que diz respeito ao estilo de escrita (bula de remédio). Eu diria que ele acabou virando uma grande caixa de ferramentas pra quem conduz o jogo, mas de forma muito pouco inspirada. Aliás, me parece que todos os livros da 4E pecam por serem excessivamente funcionais, o que é bizarro se levarmos em conta que muitos jogadores (o que provavelmente deve incluir alguns dos designers do jogo) estão lá pela viagem, e não pelo destino. O típico fã de RPG gosta de ler tanto quanto jogar. Os manuais da 4E não servem pras duas coisas; lê-los será muito mais uma necessidade do jogo do que um prazer à parte. Senti falta nesse DM's Guide principalmente de material pra quem gosta de mexer no sistema. Acho o cúmulo da má vontade colocar trocentas páginas de armadilhas e não ser capaz de colocar duas sobre como mexer nas classes/raças ou introduzir classes/raças novas. Nesse sentido, esse acabou sendo o DM's mais fraco que eu já vi, o que me levou a concluir que não temos em mãos uma ferramenta para explorar a criatividade dos participantes no jogo, e sim um grande manual de lingüagem de programação que permitirá ao mestre dar aos jogadores a simulação de WoW que essa edição propõe. O Monster Manual: Deixei o pior para o final. O Monster Manual é a cereja no topo do sundae da bomba que está sendo a 4E pra mim. Nada de descrição, nada de período de atividades ou clima preferido, nada de organização, nada de qualquer coisa que não sejam stats de combate. De fato, os stat blocks parecem as cartas das miniaturas. O que temos são informações sobre como utilizar as criaturas em... encontros combativos! Nada de descritivo, apenas táticas e mais táticas. Ser o DM na 4E virou mesmo o equivalente a ser um programador, o que me deixa bem triste. Como alguém já falou aqui na lista, o D&D também não tem mais animais naturais. Toda criatura tem que vir com spikes, presas protuberantes ou soltando fogo pelas ventas. Como um mestre que sempre gostou de utilizar animais para completar encontros e deixá-los mais variados/interessantes, acheio bem frustrante ver que vou precisar mexer nas regras se quiser utilizar um urso que não tenha espinhos saindo das costas ou presas de um palmo e meio. Se isso não bastasse, o MM também veio cheio de imagems recicladas. O Death Knight é velho conhecido, assim como Drow, Gorgon e outros. Cheguei a ver uma imagem reciclada do Oriental Adventures! Vergonhoso sair por aí arrotando que gastou não sei quantos milhões pra fazer a nova edição e me aparecer com desenhos antigos de monstros. Falando honestamente, só não cancelo o meu pre-order porque pelo preço que paguei no gift set na amazon, provavelmente conseguirei vender por aqui sem levar prejuízo (talvez até com lucro), mas o fato é que a 4E conseguiu me frustrar muito mais do que eu tinha imaginado, o bastante até pra eu perder a vontade de ter os livros como colecionador (não vou ter saco de ler mesmo...). Quem achava que não ia virar um WoW de papel estava equivocado, foi exatamente isso que virou. Tudo remete ao célebre MMO, sem salvação nesse quesito. Não vai ter jeito mesmo, D&D pra mim vai até a 3ª Edição, e talvez o Pathfinder. Esse novo D&D definitivamente não vai me servir pra nada (não tô tendo vontade nem de escrever coisas da 4E pra Secular). Sem mais por hoje (tô decepcionado demais)... posted by Chuck | 1:21 PM Comments: Segunda-feira, Maio 19, 2008 Dia D em BHFoi divertido. É sempre bom reencontrar os amigos. No sábado a Mi animou de passar lá comigo, mas nem ficamos muito tempo, o pessoal tava concentrado em um campeonato de D&D Miniatures no qual, a julgar pela idade do oponente do Rocha, os emparelhamentos estavam sendo feitos por altura ao invés de ranking DCI. E ouvi falar que o guri ganhou... A Mi queria chamar o conselho tutelar pra fazer alguma coisa quanto às crianças fantasiadas, mas eu não deixei. De qualquer forma, fica a sabedoria não-nerd: quem faz cosplay só pode ter uma mãe muito relapsa em casa! No domingo voltei sozinho pra jogar a 'Fuga de Sembia' na mesa do Esparta. Peguei o ranger, que parecia ser o mais divertido junto com o wizard, e lá vamos nós experimentar as novas regras. Nada como um bom jogo entre amigos, me diverti mais com as piadas do que o sistema em si, que não me pareceu mais ágil que a 3E, além de ser muito mais baseado na movimentação das miniaturas e em micro-sistemas como desafios, marcas e evil-eye, que são um inferno pra lembrar. Não, infelizmente a Devir não traduziu squares como casas. Meu destaque fica por conta do wizard, que continua sendo o overpower ladrão de cena do jogo. "The more things change..." Bem, no geral foi bastante positivo. O pessoal dos RPGs mais indies também estava presente, tipo o X-man com a crew do SLA (com quem eu pretendo jogar) e o Planes sempre mestrando seus jogos obscuros para um grupo ainda mais obscuro. Vi alguns brothers que não trombava fazia um tempo, tipo o Fábio, o Kairam e o Mauro, mas o onipresente Davi (vulgo Togepi) não estava por lá, para minha surpresa. Preciso marcar com esses caras. Deixo os meus parabéns ao Kender e quem mais ajudou a organizar. A cada ano que passa um número maior de nerds atende ao chamado, e a coisa vai ficando cada vez mais divertida. Good times, indeed... :) That's all folks! posted by Chuck | 5:59 PM Comments: Terça-feira, Maio 13, 2008 Experiência em D&DMestrando AD&D há quase um mês, comecei a entender que diferença faz um sistema em que o XP é de fato levado em consideração. Digo isso porque para mim, nas edições mais recentes o XP é na verdade um artefato não abandonado das encarnações anteriores. XP não faz sentido na 3ª Edição, e provavelmente também não vai fazer na próxima. Por que digo isso? Porque o D&D atual equilibra os personagens não mais de acordo com suas classes, mas sim de acordo com seus níveis. Para o jogo ser realmente equilibrado, o ideal seria que todos os personagens estivessem no mesmo nível ao mesmo tempo. Quem já jogou campanhas em que o jogador volta um nível atrás quando morre sabe que isso acaba gerando a famosa "espiral da morte": quanto mais morre, mais fraco fica, quanto mais fraco fica, mais morre. No AD&D, faz sentido os personagens acumularem XP. As tabelas de evolução diferenciada demonstram que a rapidez com que galga níveis é também uma característica a ser observada em uma determinada classe. Todo mundo diz que na 2ª edição o thief não presta. Após três sessões, na minha campanha, o thief do grupo acabou agora de subir para o 3º nível. Um mago de 3º nível pode ser mais poderoso que ele, mas numa campanha de AD&D o thief não deveria estar no mesmo nível que o mago. Sua tabela de evolução indica que ele sempre estará pelo menos um ou dois níveis na frente. Se adotada a regra de premiação de XP individual do DMG (eu adoto), esse número pode aumentar. No AD&D eu me sinto livre para premiar um jogador com mais XP por boas idéias ou boa interpretação, não fico preocupado se cada personagem do grupo tem um nível diferente, o sistema funciona bem assim. O D&D mais recente não me dá essa prerrogativa. Utilizar uma tabela única de experiência também dá a entender que as classes são iguais. Eu não acho que elas sejam em qualquer edição do jogo, incluindo na 4ª que eu ainda não vi. Não preciso olhar os livros básicos para garantir, sem medo de estar falando uma grande bobagem, que algumas classes vão ser melhores que outras; é assim que o D&D é, e assim ele sempre vai ser. Se eu fosse fazer o meu próprio Pathfinder RPG, uma das coisas que eu utilizaria seria evolução diferenciada. Clérigos e druidas na tabela do mago da 2ª Edição, mago e barbarian na tabela do paladino e do ranger, bardo e monge evoluindo como clérigos e as demais classes evoluindo como o fighter. A evolução do druida no AD&D era bizarra demais pra levar em consideração. Sem mais por hoje! posted by Chuck | 11:42 AM Comments: Segunda-feira, Maio 05, 2008 Classe e NívelAs vezes as pessoas me perguntam por que eu jogo D&D. Várias vezes alguém falou algo do tipo: "nossa, isso que você está propondo funcionaria muito melhor em GURPS!" ou então dizem "sinto muito, mas D&D realmente incentiva todas essas coisas que você não gosta, deveria procurar outro sistema." Eu sei porque eu jogo D&D, a resposta é: classe e nível. Eu adoro essas mecânicas. Acho muito mais fácil conceituar um PC novo com o amparo de uma classe de personagem, principalmente para o jogador iniciante. E os níveis simplesmente tornam o processo de evoluir muito mais simples (discutir o papel dos níveis na mudança da 2E pra 3E merece um post por si só). Sendo o mestre do meu grupo, eu poderia basicamente escolher o que jogar, mas eu prefiro D&D, e a mecânica de classe e nível é boa parte dessa preferência. Agora, se você conhece algum RPG focado em narrativa e com uma dose maior de verossimilhança que utilize classe e nível, é só me dizer onde eu assino. Sem mais! posted by Chuck | 3:56 PM Comments: Domingo, Maio 04, 2008 Área RPGSó divulgando a nova lista de discussão que estou começando, quem tiver interesse pode acessar a página do grupo aqui. Resolvi entrar no mundo dos moderadores do yahoo por acreditar que, independente do sucesso da lista da Rede, não é necessário um moderador linha dura pra coisa funcionar. Será que o meu modelo procedimental de moderação vai pegar? Veremos... No fim das contas eu só queria mesmo trazer de volta os "old ones" que foram mandados embora sem motivo, ou simplesmente apelaram com o Telles por uma razão ou outra. Para eles (inclusive o Marcelo, que também está na lista), esta será uma oportunidade de debater em campo neutro, com um moderador que promete não expulsar nenhum usuário não-spammer antes de ser exercido o bom e velho direito ao contraditório. O nome da lista de discussão, caso alguém esteja em dúvida, é realmente reminiscente da Área Cinza do Rocha. É que ele achou ótima a idéia de uma lista nova, mas não topou fazer ele mesmo. Eu fiz, e com direito a homenagem. Era para a lista de discussão se chamar Área Cinza mesmo, mas ele achou que não merecia tamanha honra. Ok, amiguinho, fazemos do seu jeito! Sem mais por hoje! posted by Chuck | 12:16 AM Comments: Terça-feira, Abril 29, 2008 De volta ao que era bom!Começamos ontem a minha nova campanha, e a novidade, por mais estranho que isso pareça, foram as regras utilizadas: bom e velho AD&D 2ª Edição, com uma pitada de Combat and Tactics (muito de leve, nada de ataques de oportunidade ou acertos críticos, por exemplo). Faz tempo que eu estava ameaçando voltar pra 2ª Edição. Eu gosto muito do sistema da 3ª, acho realmente mais limpo e com muito mais opções, mas o fato é que nunca consegui me acertar com a parte de "flavor" dos suplementos, e ao mesmo tempo sempre tive muita preguiça de converter/adaptar o que me cativava na 2ª. Com isso em mente, resolvi dar aos clássicos uma segunda chance. Revendo o material que eu tinha, comecei a perceber o quanto eu fui alvo da propraganda terceirista (da mesma forma como muitas pessoas parecem ter esquecido a regra de grapple depois de ver o vídeo que anuncia a 4ª Edição). Olhando de novo, o antigo AD&D não é nem de perto o monstro que pintam. Afirmo, inclusive, que certas regras são muito melhores. De fato, passam adiante como defeitos algumas das maiores qualidades do sistema antigo, como tabelas de XP variadas, o sistema de multiclasse e as restrições impostas aos jogadores, que podem até minar o jogo em termos de opções, mas fazem com que ele seja muito mais interessante do ponto de vista da caracterização. E por falar em caracterização, depois de tanto tempo de 3ª Edição é um alívio mestrar um D&D em que não existem combos além da raça X com a classe Y e o kit Z, algo bem inocente, quando pensamos nas infinitas combinações de feats, prestiges e afins que as versões atuais permitem. E no fim das contas, nenhum dos jogadores escolheu kit! Para essa campanha, estou tentando jogar pelas regras do livro o máximo possível, evitando as house rules pra provar que o sistema é viável quando usado literalmente. Passamos pela criação dos personagens numa brisa, e o combate de hoje rolou sem maiores problemas também, exceção feita à revolta do Tiago ao saber da regra para atirar em oponentes que estejam em melee, hehehe... O tempo no combate faz muito mais sentido com a rodada de 1 min, e a regra de iniciativa flutuante também faz o jogo fluir de maneira mais dinâmica. Essa história de que rolar iniciativa várias vezes faz o jogo ficar mais demorado também é balela; não tivemos problemas com isso, mesmo estando acostumados ao outro sistema. No geral, acho que foi bem divertido. Estou animado pra sessão da semana que vem, e acho que o resto do grupo também. Aos poucos os jogadores vão se acostumando de novo com o AD&D, e começam a olhar o sistema pelas qualidades, algumas delas até desconhecidas (eu tenho a opinião de que a maioria das pessoas - inclusive eu - jogava AD&D sem ler as regras direito, e tem muitas críticas infundadas baseadas nisso). Nas próximas semanas vou manter os reports dos resultados dessa tentativa. Sem mais por hoje! posted by Chuck | 11:16 AM Comments: |
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